Gravura Brasileira

Atelier Piratininga

Atelier Piratininga

De 31/10/2013 a 20/12/2013

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ATELIER PIRATININGA

Bruno Oliveira | Eduardo Ver | Ernesto Bonato 

Pedro Pessoa | Rafael Kenji | Samuel Ornelas | Ulysses Boscolo

A exposição apresenta gravuras, desenhos e pinturas dos artistas Bruno Oliveira, Eduardo Ver, Ernesto Bonato, Pedro Pessoa, Rafael Kenji, Samuel Ornelas e Ulysses Boscolo, integrantes do Atelier Piratininga. A mostra marca os 20 anos de existência do ateliê coletivo que se firmou neste período como um importante aglutinador de artistas interessados em compartilhar suas pesquisas sobretudo no campo da gravura. O Atelier, gerido de forma independente, vem se renovando desde a sua criação, em 1993, e congrega atualmente uma vintena de artistas, entre membros, residentes e alunos dos cursos de desenho e gravura. O grupo organiza regularmente em seu espaço, exposições, projetos de intercâmbio artístico e residência, além de atividades educativas. A exposição na Galeria Gravura Brasileira apresenta um recorte na variada produção dos seus artistas atuais, tendo a gravura como ponto comum de interesse.

 

Abertura: 31 de outubro de 2013, quinta-feira, das 19h às 22h.

até 20/12 de 2013.

Horário de visitação: de segunda à sexta, das 10h às 18h / sábado, das 10h às 13h.

Facilidades: estacionamento, WC, acesso à cadeirantes. Próximo ao Terminal Barra Funda.

 

Sobre os artistas

Ernesto Bonato

Graduado e mestre pela ECA–USP. Participou da criação do serviço educativo do MASP. Ensinou gravura em metal na FAAP e desenho e gravura, no Centro Universitário SENAC, onde projetou o primeiro ateliê de gravura não-tóxica do país em uma instituição de ensino. Membro fundador e coordenador do Atelier Piratininga. Trabalha com desenho, gravura, fotografia e intervenção urbana há mais de 20 anos e teve trabalhos expostos em mais de 180 exposições individuais e coletivas no Brasil e em 28 países. Prêmio Unesco, no 14º Salão Nacional. Participou da criação de projetos coletivos como o Projeto Lambe-Lambe, Trilingüe ABC: Gráfica atual, L´Art Roman vu du Brésil, entre outros. Organizou e participou de diversos intercâmbios, simpósios e palestras sobre arte. Curador de exposições no Brasil e exterior. Escreveu textos sobre desenho, pintura e gravura, além de ilustrar livros e atuar em projetos educativos dentro e fora do país. Coordenou o livro Lugar, Tempo, Olhar: arte brasileira na França Românica, publicado pela Atelier Editoria. Em 2011, participou do Programa de Artista Residente da Unicamp, onde realizou o projeto Maré, em xilogravura, com estudantes da instituição. Se dedica atualmente à pintura e a gravura.

 

Ulysses Boscolo

Nasceu em São Paulo em 1977. Estudou Artes Plásticas na FAAP formando-se em 1999. Trabalha com gravura em metal, xilogravuras, pinturas, objetos e ilustrações. Realiza por procedimentos antigos de talha e impressão, uma ampla rede de imagens, (memórias e outras recordações de família), sonhos associados à paisagem do cais de Santos, a Serra do Mar e a extinta Casa de Detenção do Carandiru em São Paulo; dando origem a uma série de álbuns de gravura confeccionados em madeiras encontradas nas ruas, formando verdadeiras relíquias dos lugares por onde o artista passou. Estas caixas, além de estampas em xilogravuras, guardam fotografias, (desenhos, de pássaros, insetos e peixes); relacionados com velhos livros descartados ou comprados em sebos e outros antiquários, que estão ao redor do seu ateliê, na região norte da cidade de São Paulo. Em 2007 realizou exposições em N.York pela galeria Gravura Brasileira: Steuben West Gallery, no Pratt Institute e no Goloboroko´s Studio, com curadoria de Eduardo Besen. Em 2008 realizou exposições de xilogravuras no Japão (Tóquio, Moninoki Gallery em Jiyugaoka) e no Canadá, em comemoração dos 400 anos da cidade de Quebec (Engramme, Centre de Production ef Diffusion en Estampe Atualle). Dedica-se ao ensino e a arte de desenhar, gravar e imprimir em papel, produzindo, além de estampas, cadernos com colagens, aquarelas e monotipias. Ministra atualmente,aulas de desenho e entalhe em madeira no Ateliê Piratininga.

 

Samuel Ornelas

Nasceu em Santos (São Paulo, Brasil) no verão de janeiro de 1986. Vive como artista na cidade de São Paulo. A partir de 2007 começou a ministrar oficinas de desenho e xilogravura para crianças, jovens e adultos e realizar intervenções urbanas com caráter social. Viajou para o Peru (onde teve uma experiência única: o voo livre dos condores no Canyon del Colca - Agosto de 2009), Cuba (Projeto Edición Numero Cero: La Habana - Centro de Arte Contemporânea Wifredo Lam, Havana - Julho de 2010) , França (Residência Artística no Centre D’Art - Marnay Art Centre (CAMAC), Marnay-sur-Seine - Julho de 2012) Bolívia, México e Holanda (onde pode aprender com a cultura local e desenvolver alguns trabalhos). Graduado em Design Gráfico no Centro Universitário SENAC em 2008. Estudou a Disciplina Fauna, Flora e Meio Ambiente no Instituto de Biociências - USP (aluno ouvinte) - 1º Semestre de 2011. Desde janeiro de 2008 integra o Atelier Piratininga. Atualmente trabalha com gravura, desenho, fotografia e pintura.

 

Pedro Pessoa

Em 2010 ministrou oficina de xilogravura no SESC São Carlos e participou do projeto VOLUMEN CUBA com o trabalho Edicion Numero Cero : La Habana, Centro Wilfredo Lam, Havana, Cuba.(www.volumencuba.blogspot.com), e participa do Circuito Sesc de Artes ministrando oficina de xilogravura em grandes formatos. Em 2012 passa a ministrar aulas de xilogravura no SESC Pompéia ao lado dos integrantes do Atelier Piratininga e juntamente com mais 5 artistas inicia o projeto Casa de Tijolo (www.casadetijolo.art.br), um espaço independente voltado para as artes, realizando em um ano, inúmeras exposições, oficinas, apresentações musicais...

Exposições: 

5ª Bienal de Gravura de Santo Andre / 2010; ...é como ser um astronauta no Chipre, Espaço Cultural Serralheria / 2011;

5ª Bienal Nacional de Gravura Olho Latino, Atibaia / 2011; Indiocrasias Locais, Galeria Gravura Brasileira, SP / 2011;

A primeira exposição na Casa de Tijolo, Casa de Tijolo / 2012; Colheita, mostra de gravuras, Casa de Tijolo / 2012;

Retratos, o que não se vê, Casa de Tijolo / 2012; Projeto 14 X 14, MAC-RS / 2012.

 

Bruno Oliveira

Nascido em 1983, Bruno Oliveira iniciou seus estudos de desenho e aquarela no ateliê de seu pai. Cursou Audiovisual na Universidade Anhembi Morumbi e licenciatura em Artes Plástica na Faculdade Mozarteum de São Paulo. Desde 2008 ministra cursos de desenho e gravura em instituições como Oficinas Culturais Oswald de Andrade, SESC Pompéia, SESC Santana, Associação Paulista de Belas Artes e Atelier Piratininga, onde hoje é membro. Em constante desenvolvimento com o seu trabalho o artista aliou-se a importantes projetos que reuniu a produção em gravura de artistas de varias regiões do Brasil e exterior como por exemplo o Projeto Circulação Gráfica, o álbum de Idiossincrasias locais, o projeto 12X14 e Edicion numero 0, em Havana, Cuba onde também fez residencia artista no Taller Experimental de Gráfica de La Habana, tradicional atelier de gravura. em 2013, apresentou trabalhos com o artista Paulo Camillo Penna, na exposição Uma linha/Dois tempos, e foi selecionado em agosto para o 38º SARP, Salão de Arte de Ribeirão Preto.

Trabalhos em Coleções e Instituições: Wirtz Haus, Basel, Suiça; Atelier do Porto, Belém; Coleção ArtVagas, SP; Museu de Arte Contemporânea do Rio Grande do Sul, Porto Alegre; Oficina del Historiador de la Cidad de la Habana, Havana, Cuba.

 

Rafael Kenji

Nascido em São Paulo, em 1987. É formado em Design – Comunicação Visual pelo Centro Universitário SENAC, em 2010, onde teve aulas de desenho e gravura com o professor e artista Ernesto Bonato. Desde 2009, é integrante do Atelier Piratininga, onde trabalha principalmente com desenho, xilogravura à contrafibra e gravura em metal. Estudou com o mestre gravador João Gilberto Mazzotti o talho doce à buril, em 2012, e desde então tem buscado o seu domínio, na produção de gravuras de pequeno formato sobre o cobre.

Além disso, ministrou workshops e cursos de xilogravura em espaços culturais tais como Instituto de Artes do Pará (Belém), Biblioteca São Paulo, Circuito SESC de Artes (itinerante) e, entre 2011 e 2012, nas oficinas de criatividade do SESC Pompéia, junto com outros membros do Atelier Piratininga. Participações em bienais e exposições: Universos Paralelos (Gravura Brasileira, São Paulo, 2012), Entreconversas (Casa das Onze Janelas, Belém, 2012), 5a Bienal de Gravura Olho Latino (Atibaia, 2011), 1a Bienal Internacional de gravura de Santos 2011, Circulação Gráfica (Gravura Brasileira, São Paulo, 2011), Olhares Impressos (Empório Michelangelo, São Paulo, 2011), A Idade do Meio (Atelier Piratininga, São Paulo, 2011), 5a Muestra Internacional Miniprint Rosario (Rosario, Argentina, 2011), 5a Bienal de Gravura de Santo André (Santo André, 2010).

 

Eduardo Ver

Graduado em Artes Visuais. Formado em Educação Artística pela Universidade Cruzeiro do Sul, em 2006. Tem ministrado aulas de gravura em escolas, workshops e para grupos como a Biblioteca Belmonte, o SESC Taubaté, o SESC Vila Mariana, o Colégio Sidarta e o Espaço Cultural Casa das Rosas. Ilustrou os livros Aquecimento Global Não Rima com Legal e Vida Rima com Cordel, escritos por César Obeid (ed. Salesiana, 2007). Exposições Individuais: Intimações da Eternidade - Gravura Brasileira, São Paulo (2011), O Tear Castanho de Eduardo Ver - Atelier Piratininga | São Paulo (2010). Exposições Coletivas Recentes: Honorable Mention - 5a Bienal Nacional de Gravura Olho Latino, Atibaia; 5a Bienal de Gravura de Sarcelles, França; Impressos - Atelier Empório Michelangelo | São Paulo; 1a Bienal Internacional de Santos 2011| Santos, ...É como ser um astronauta no Chipre - Serralheria Cultural Space| São Paulo; 5a Bienal de Gravura de Santo André | Santo André; Caixa Umburana - Gravura Brasileira | São Paulo; SER Y GRAFIA - Fita Tape Gallery, Porto Alegre, Pop Livraria , Turbo Gallerym, Buenos Aires; Herencia - SOSUNC| Neuquén, Argentina; ENTRETIRAS - Espaço Círculo 3, São Paulo.

 

Sobre o Atelier Piratininga

O Atelier surgiu em 1993 nas antigas dependências do Laboratório Pharmaceutico Piratininga, do qual incorporou o nome. O grande galpão dos anos 30, localizado na Alameda Barros nº 122, em Santa Cecília, abrigou inicialmente um pequeno grupo de jovens artistas que buscavam um espaço de trabalho onde pudessem dar continuidade à experiência coletiva que alguns já tinham vivido em ateliês públicos (como o do Museu Lasar Segall, o Atelier Experimental Francesc Domingues, do MAC e o atelier de gravura da ECA, orientado pelo artista Evandro Carlos Jardim). Giorgia Volpe, que vive atualmente em Quebec, Canadá, foi a primeira aglutinadora do grupo, convidando colegas para reunirem-se a ela no velho galpão, cedido pelo proprietário, o Sr. Joaquim Janarelli. Após um ano e meio aproximadamente, várias pessoas já haviam passado pelo local, mas um grupo mais permanente começava a se constituir e amadurecer a ideia de organizar um atelier coletivo onde, através de ações cooperativas, pudesse garantir não só um espaço comum de trabalho, mas formar um núcleo voltado para a troca de ideias e um canal livre e direto de interação dos artistas com a cidade. Este grupo fundamental era formado por Ana Calzavara, Armando Sobral, Eliana Anghinah, Ernesto Bonato, Giorgia Volpe, Lilian Kawakami, Noeli Pomeranz e Paulo Camilo Penna. O ano de 1995 foi dedicado a construção deste projeto. Os ateliês foram organizados por técnica: gravura em metal, madeira, papel feito à mão, fotografia, pintura, além de um amplo espaço dedicado à montagem de exposições, trabalhos de instalação e performance. Todos os ateliês eram coletivos e os artistas podiam transitar por eles em função dos projetos com os quais encontravam-se envolvidos no momento. O acesso ao Piratininga era completamente aberto a qualquer artista que se apresentasse com um projeto de trabalho, com vontade de participar da construção do lugar e que tivesse condições de contribuir com os gastos de manutenção do espaço. Ao final do ano, foi organizada uma exposição no próprio Atelier, que reuniu trabalhos de vários artistas e contou com a participação de muitos colaboradores. A maior parte das obras foi criada para o espaço específico do Atelier, assim como as imagens criadas para uma publicação lançada na ocasião (que contou ainda com um texto de educador e futuro diretor do Centro Cultural São Paulo, Prof. Martin Grossmann). À exposição, seguiu-se um debate sobre as possibilidades de ação de artistas em espaços não-institucionais. Nos anos seguintes, o grupo intensificou o trabalho na mesma direção, participando de simpósios e intercâmbios internacionais, realizando exposições e encontros com artistas em seu espaço(projeto Encontros no Pira), estabelecendo contato com estudantes, artistas e instituições culturais. Nesse período, o grupo original sofreu alterações com a viagem de alguns de seus integrantes. Em 1999 o Atelier Piratininga transferiu-se para a Vila Madalena com o objetivo de estruturar suas oficinas de forma profissional e oferecer maior facilidade de acesso aos frequentadores. Coordenado por Armando Sobral, Eliana Anghinah, Ernesto Bonato e Miguel Bonato, o novo espaço de trabalho foi planejado para a prática simultânea e integrada de vários artistas. Ao mesmo tempo, os projetos coletivos de intercâmbio artístico, exposições e educação continuaram ocorrendo continuamente. O projeto itinerante de exposição-álbum-palestras-workshop-residência de artistas Trilingüe ABC gravura atual, envolvendo 13 artistas do Atelier Piratininga, do Zona Imaginaria (Argentina) e do Presse Papier (Canadá); os diversos workshops e palestras, o programa Aberto para Artistas e as exposições ocorridas entre 1999 e 2001 evidenciam a continuidade do projeto coletivo do Atelier Piratininga. A partir de 2002 o Piratininga passa a ser coordenado apenas pelo artista Ernesto Bonato, embora preserve o seu projeto de atelier coletivo, mantendo seu espaço aberto para exposições de diversos artistas (Corredorgaleria), cursos, projetos de intercâmbio individuais e de grupos, como o Ação na Pagú, o Projeto Lambe-Lambe e Mundividência, em parceria com o Atelier Espaço Coringa, coletivo atuante entre 1998 e 2008, Travessa Santana em parceria com a AJA, L’Art Roman vu du Brésil, com grupo de terça. A atual configuração do Atelier começa a se estruturar a partir de 2008, com a vinda de novos artistas que passam a ser membros permanentes e com a ampliação do programa de cursos, exposições e residência artística. 

Fazem parte deste novo grupo Bruno Oliveira, Eduardo Ver, Pedro Pessoa, Rafael Kenji, Samuel Ornelas, além de Ulysses Bôscolo, artista parceiro, ligado a vários projetos do Piratininga desde 2001, mas que só se torna integrante em 2010. A partir deste mesmo ano o artista Ernesto Bonato inicia um processo de transmissão do legado do Atelier para este novo grupo que passa, a partir de então, a ser o núcleo proponente e organizador das atividades do Piratininga.

 

 

 

 

 

 

 

 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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