Gravura Brasileira

Flower Power

Flower Power

De 5/5/2018 a 19/5/2018

Obras

Galeria Gravura Brasileira

convida para a abertura da exposição 

 

"Flower Power"

 com obras de 

Vitor Azambuja

 

 Abertura - 5 de maio de 2018, sábado, 13-17h

   

pinturas, desenhos e colagens em papel de Vitor Azambuja.

As obras são inéditas e foram realizadas especialmente para a primeira exposição individual do artista na galeria.

 

Curadoria Eduardo Besen

 

 

 

 

Vitor Azambuja

Rio de Janeiro - Rj,1966 

Vive em Indaiatuba e trabalha em São Paulo.

 

Sou formado em comunicação social (publicidade) e piano pelo Conservatório Brasileiro de música. Pintor autodidata. Comecei desenhando muito cedo, observando meu pai, também dir de arte e artista plástico. Tenho quadros espalhados pelo mundo em coleções importantes: Nova Iorque, Califórnia, Portugal, Londres, Colômbia e Brasil.

 

2003 - Agora Gallery - New York - USA (coletiva)

2005 - Galeria Berenice Arvani – SP (individual)

2005 - SP Arte

2005 - Chaple Art Show - SP (coletiva)

2005 - Tina Zappoli – POA (coletiva)

2006 - SP Arte

2007 - SP Arte

2007 - A arte dos diretores de arte - Galeria POP - SP

2007 - Tina Zappoli. "Terra adentro" - POA (coletiva)

2008 - Arte Brasileira Contemporânea - 18 propostas

Galeria Murilo Castro (coletiva)

2013 - O Jardim Gestual - Galeria Vila Nova SP (Individual)

2014 - Entre flores e entrelinhas - Galeria Vila Nova SP - Virgílio Neves e Vitor Azambuja

2015 – Panor’ almas 1 – Paris (coletiva)

 

 

 

 

"Flower Power

 

Desenhar é um ato criativo. Da simplicidade de meios, um lápis e uma folha de papel, pode-se criar mundos. O desenho surge como forma de entender e captar o mundo ao nosso redor, mas também surge como recurso da imaginação, uma forma de recriar e reinventar. 

Enquanto em sua pintura, Vitor Azambuja explora as cores em pinceladas voluptuosas e sedutoras em que os buquês de flores explodem como fogos de artifício em meio a tons fortes e fundos etéreos, no desenho vemos o artista buscar uma exatidão, uma procura pela reprodução mais fiel da realidade (mesmo que o desenho não seja feito a partir da observação de flores reais). 

Mas talvez para fugir deste virtuosismo, Vitor insere elementos gráficos quase abstratos, papéis colados que fazem as vezes de caules, folhas ou vasos. Estes elementos trazem cor ao desenho e criam planos e profundidades em contraste com o branco do papel. 

Um estranhamento permanece pelo contraste entre o desenho que é linha e detalhes e os vasos ou folhas em papel colado, elementos de pura cor que são sobrepostos ao trabalho trazendo uma proximidade com a arte tradicional japonesa, com os "papiers découpées" de Matisse ou ainda com os desenhos de plantas de Ellsworth Kelly.

Os vasos são frontalmente apoiados no limite do papel, em primeiro plano, como monumentos solitários em dourado, terracota ou azul. O contraste entre o traço do lápis e o colorido dos recortes de papel resume o processo do artista que oscila sempre entre a criação e a realidade.

Ao final, nesta natureza recriada pela visão do artista permanece a força, o prazer e o deleite, Flower Power."

 

Eduardo Besen

março 2018

 

 

 "Vitor Azambuja é um artista muito talentoso que tem feito há mais de uma década, trabalhos usando flores como motivo para suas obras  de arte.

Seus tons fortes ao mesmo tempo se revelam suaves, com toques especiais lembrado muito os primeiros impressionistas.

Vitor é diretor de Arte e trabalhou nas grandes agências de comunicação como Ogilvy e McCann-Erickson, atuou para grandes empresas como Coca-Cola e TIM mostrando em seu trabalho criativo seu talento latente.

Acompanho os trabalhos de Vitor Azambuja há anos e com grande orgulho vejo seu crescimento artístico, sua sensibilidade aumentada na combinação das cores, dos tons suaves e fortes, no uso da luz do dia, trazendo nas flores que pinta a sua ideia de arte.

Vejo que agora suas telas coloridas o estão levando para novas estradas.

Recomendo que todos visitem a sua exposição. Será uma experiência imperdível." 

 

Jens Olesen 

 

Consul Geral

Presidente da Câmara de Comércio Dinamarquês-Brasileira

 

 

 

"Rosas musicais

 

Pode parecer anacrônico que no início do século 21 um artista se disponha a pintar rosas, tema muito mais próximo à movimentação impressionista no final do século 19 que às experimentações contemporâneas. Este suposto anacronismo, no entanto, desaparece quando, além de rosas, vemos também beleza, técnica e imaginação.

Pois é isso que nos propõe o artista plástico e publicitário Vitor Azambuja.

Músico por formação e publicitário por opção, Vitor convive com as artes desde que nasceu. Filho do também artista e publicitário Lielzo Azambuja, cresceu envolvido por cavaletes e pincéis e aprendeu a desenhar antes mesmo de ler e escrever.

Simultaneamente à sua alfabetização, Vitor estudou piano a partir dos sete anos de idade e chegou a graduar-se em Música, mas nunca se dedicou à carreira. Vitor preferiu optar pela segurança da publicidade, carreira que exerce ainda hoje com grande sucesso. Mas assim como a música, a publicidade também não o afastou da pintura.

Na verdade, é possível dizer que a sua sensibilidade para a música e seu dia-a-dia como publicitário são chaves para a compreensão do desenvolvimento de sua produção artística. Mas para explicar as relações entre música e pintura, é preciso voltar três séculos.

No início do século 18, o físico e matemático inglês Isaac Newton (1643-1727) começou a estabelecer relações matemáticas entre cores e notas musicais. Em seus estudos de ótica, conseguiu quantificar as cores e estabelecer correspondências entre elas e os intervalos da escala musical tonal. “As sete cores, vermelho, laranja, amarelo, verde, azul, anil, violeta, nesta ordem, estão entre si como as raízes cúbicas dos quadrados das oito longitudes de uma corda que dê as notas de uma oitava”, escreveu ele em “Opticks” (1704).

Dois séculos mais tarde, em 2 de janeiro de 1911, o pintor russo Wassily Kandinsky (1866-1944) assistiu em Munique (Alemanha) a um concerto de piano de Schoenberg. Ao voltar para casa, pintou a tela “Impressão 3 (Concerto)”.

No mesmo ano, Kandinsky publicou seu célebre texto “Do Espiritual na Arte”, em que descreve três tipos diferences de pintura: “impressões”, “improvisações” e “composições”, nos quais revela os fundamentos da linguagem abstrata na arte. Um ano depois, em seu texto publicado no livro “O Cavaleiro Azul” (Der Blaue Reiter), citou a seguinte frase do filósofo e escritor alemão Johann Wolfgang von Goethe (1749-1832): “Na pintura falta o conhecimento da base harmônica, falta uma teoria estabelecida e aprovada, como na música”. Pois é justamente essa harmonia o diferencial das telas de Vitor.

“A música sempre foi muito importante na intermediação de meu contato com a arte. Ainda hoje eu não posso ser interrompido durante minhas sessões de pintura, pois entro em um ritmo de sintonia que se parece a um mantra”, diz Vitor. Mesmo que de maneira intuitiva, a busca de Vitor se aproxima assim mais das teses de Kandinsky que da prática pictórica de Claude Monet (1840-1926), por exemplo, que realizou suas pinturas de íris e ninféias a partir da observação das flores de seu jardim em Giverny.

“A minha primeira idéia de pintura era fazer uma pintura abstrata. Mas como meu trabalho com publicidade sempre Replica Watches foi ligado a signos e símbolos, busquei uma imagem que transmitisse de maneira mais clara meus ideais de pintura.

Não me vejo saindo na rua para pintar uma paisagem. Meu trabalho não é uma declaração de amor à natureza, mas sim uma declaração de amor à pintura.”

Ao contrário de Monet, Vitor Azambuja não faz pintura de observação e sim pintura de imaginação. Toda a harmonia que consegue com a combinação de suas cores não é fruto da reprodução por vezes idealizada das virtudes da natureza, mas sim o resultado de um ato criativo autônomo, que não se fundamenta unicamente na técnica, mas também em toda a beleza e no idealismo que existe na mente humana."

 

Celso Fioravante

Outono de 2005

 

 

 

 

 

Serviço:

Galeria Gravura Brasileira

Abertura - 5 de maio, sábado, das 13 às 17h

Período expositivo: 5 a 19 de maio de 2018.

exposição individual de Vitor Azambuja

 

Endereço:

Rua Ásia, 219, Cerqueira César, São Paulo, SP - CEP 05413-030 - Tel. 11 3624.0301

Horário de funcionamento: 

Segunda a Sexta: 12h00 às 18h00 ou com hora marcada

www.gravurabrasileira.com

http://www.facebook.com/galeria.gravura.brasileira

 

 

 

 

 

 

 

 

Copyright Gravura Brasileira

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